segunda-feira, 11 de abril de 2011

Proposta nº 2 - Heterónimos

Álvaro de Campos ,

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinistas em fúria!


Engenheiro naval e viajante, o heterónimo pessoano Álvaro de Campos é um vanguardista cosmopolita que exalta poemas em tom futurista acerca da civilização moderna e os valores do progresso. Procura incansavelmente “sentir tudo de todas as maneiras”, através dos mecanismos e da velocidade, daí ser apelidado como o “poeta da modernidade”. Com um estilo delirante e violento, aclama a civilização industrial e mecânica, numa atitude escandalosa, transgredindo a moral estabelecida.


           

Nesta proposta, com o heterónimo Alberto Caeiro, escolhemos a tipografia observada na imagem com o intuito de dar ênfase ao poema, onde as máquinas, as engrenagens, as rodas estão presentes, na sua fúria que representa o trabalho e velocidade a que trabalham. O ‘r’ para a construção na engrenagem deve-se á onomatopeia usada no poema, e a fúria destaca-se porque sendo Caeiro um futurista, o trabalho da máquina mostra isso mesmo, o progresso e ainda a intensidade, representada pela cor vermelha.

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